Não é Liberdade, é anarcotirania

Não é Liberdade, é anarcotirania

Ninguém quer caos. Leis básicas — não matar, não roubar, não violar — são necessárias. Sociedade sem isso vira selva. Mas o resto? O Estado que te microgere, que te fareja a carteira, o telemóvel, o que vês na tua casa? Isso não é protecção, é controlo. E é ridículo.

Dizem sempre o mesmo: “é pelo bem maior”, “combate à droga”, “proteger as crianças”. Desculpas velhas. O grande traficante põe milhões em offshores e ninguém mexe. O pequeno comerciante falha 50 euros no IRS? Vem logo o fisco atrás. Hipocrisia.

Aqui na Europa, o pêndulo pende demasiado para o Estado. Nos EUA há mais liberdade: expressão, armas, menos regulação. No entanto punem duro crimes graves — penas pesadas, até morte em alguns Estados. Faz sentido: A sociedade precisa de regras fortes para os crimes graves. Direitos humanos dos criminosos? Então e os direitos humanos das vítimas? Prender os reincidentes — esses que cometem a maior parte do crime — corta o mal pela raiz. Cá? Solta-se assassinos ao fim de meia duzia de anos, mas fiscaliza-se o cidadão por tudo. Anarcotirania: solta-se o criminoso, persegue-se o cidadão comum. Lamentável.

Não sou anarquista. Aceito sociedade. Aceito punição. Mas não aceito microgestão. Não aceito que o governo decida o que entra na minha cabeça ou bolso. Liberdade individual não é luxo — é o mínimo. Quem engole essas justificações sem questionar? Esses sim são ingénuos. Acham que o Estado é pai bondoso. Não é: é predador com selo oficial.

Enquanto houver quem fale alto, quem não se curve, ainda há esperança. Não és gado. Não deixes que te marquem.